Com tudo que temos passado nos últimos anos (pandemia e além da pandemia), achei necessário escrever um manifesto para posicionar que tipo de dicas de viagem damos por aqui. Escrevi este manifesto abaixo algum tempo atrás, enviei para os leitores da newsletter do blog, que puderam palpitar (obrigada seus lindos!), e hoje compartilho aqui os nossos valores.
Manifesto do "Tá indo pra onde?"
Aqui defendemos e acreditamos em:
valorização do patrimônio;
valorização da arte e da cultura;
importância de conhecer a História para entender o presente e evitar repetir os erros do passado;
turismo sustentável e responsável;
mais experiência e menos consumismo;
preservação do meio-ambiente;
importância da educação e da leitura;
cidades para pessoas e cidades caminháveis;
Direitos Humanos;
princípios científicos e ciência;
empoderamento feminino e feminismo;
estado laico;
democracia;
diversidade;
entusiasmo pelas culturas diferentes;
o conteúdo é mais importante do que a aparência;
ética;
cooperação e trabalho em equipe;
o direito de um indivíduo termina onde começa o direito do outro.
Não tem jeito. Os clichês são verdadeiros. O futuro do mundo está nas nossas mãos e se você não gosta do que vê hoje, a mudança tem que começar com você mesmo. Já são diversos posts aqui no blog dando dicas de livros relacionados a viagens. Uma pessoa que ama ler desde cedo como eu faz questão de indicar leituras porque conhece o poder de transformação que ela tem. Já faz muitos anos que eu tento educar e inspirar ações para um mundo mais justo e pacífico (seguindo os princípios dos Direitos Humanos, Diversidade, Desenvolvimento Sustentável e Resolução Pacífica de Conflitos) e nada melhor do que indicar leituras essenciais que já fiz e que considero fundamentais para aprender sobre o passado, entender o presente e pensar sobre um futuro melhor.
Não é possível que algum ser em sã consciência em 2021 ache que está tudo certo e não temos que mudar. Temos que mudar sim, e muita coisa! Só uma pessoa muito alheia ao mundo teria coragem de achar que sabe sobre todos os assuntos e entende tudo. Estou nessa jornada faz tempo e já li mais de 70% da lista deste post (a maioria nos últimos três anos, quando minha insatisfação com a política e com o mundo tomou proporções maiores). Mas indiquei também vários que estou querendo muuuito ler, mas ainda não tive tempo/não tenho o livro - alguns estão aqui na minha estante só esperando acabar um para começar o outro.
São livros sobre feminismo, ecologia/meio ambiente, racismo, política e outros temas relevantes. Eu indico que você comece lendo de acordo com o que já tenha em casa ou a causa que mais te tocar no momento. Claro que tem muito livro bom por aí que não entrou na lista ou porque eu não conheço ainda ou porque eu tive que parar em algum momento ou não publicaria o post nunca. Mas me deixem as recomendações nos comentários porque posso fazer a parte 2 deste post no futuro ou simplesmente aumentar o post. Já indiquei a maioria deles lá nos stories do Instagram do blog - salvos nos destaques - se quiser acompanhar por lá, posto minhas leituras de viagem e além das viagens sempre. E para aqueles que estão se perguntando o que esse tipo de livro tem a ver com um blog de viagem, como seria possível uma mulher viajar sozinha (um assunto que falo bastante por aqui) se ela não tiver liberdade para isso? Como seria possível qualquer turista viajar para uma cidade segura, se o destino não se importa com a segurança pública dos próprios cidadãos? Qual graça teria você conhecer um lugar superficialmente, sem entender os motivos de tudo ser como é porque ficou com preguiça de estudar a História do local? Como que alguém quer aproveitar destinos de ecoturismo e ao mesmo tempo não se importa com o meio ambiente? Poderia continuar fazendo esse tipo de pergunta eternamente, mas fica para depois (já tem outro post no rascunho sobre a relação de turismo com política).
O vídeo abaixo é uma dica também para quem tiver preguiça de livros grandes:
Já são mais de 120 posts sobre museus aqui no blog porque amo demais visitar museus pelo mundo! Mas em 2020 aindaouço pessoas dizendo que "não gostam de museus"... Minha teoria é que essas pessoas simplesmente não sabem de que tipo de museu gostam e até hoje só visitaram os museus de outros tipos (muitas vezes nem visitaram nenhum - só dizem que não gostam por preconceito mesmo...). Depois do incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, que me faz chorar até hoje quando lembro que não conheci, queria escrever mais ainda sobre o tema aqui no blog, mas não sei direito o que abordar... O post de hoje fala sobre sobre diferentes tipos de museus, dicas para conhecer mais sobre arte e para economizar nas visitas aos museus!
Não sei se esse letreiro era algo temporário ou permanente, mas é a minha cara!
Se você já leu a bio do "Tá indo pra onde?" no instagram, a página "sobre" aqui no blog ou até o mídia kit do blog, viu que na explicação sobre o blog está escrito que o "Tá indo pra onde?" é um blog focado em viagens para destinos urbanos, históricos, culturais e gastronômicos. E na parte cultural, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é justamente visitar museus. Sempre aprendo muuuito, mesmo quando tenho pouco tempo.
A Alemanha está em festa pelos 30 anos da queda do Muro de Berlim, que será daqui alguns dias! E não era para menos! O país sofreu economicamente com essa divisão e até hoje ainda estão tentando recuperar a diferença entre regiões. A capital Berlim ainda tem cicatrizes bem visíveis da época que ficou dividida entre 2 países com sistemas econômicos totalmente diferentes. Muitas famílias foram separadas e demoraram décadas para reencontrar seus entes queridos.
Berlim vista do espaço à noite: o muro caiu, mas décadas depois a cidade continua dividida - perceberam a cor diferente das luzes? Mais sobre neste post aqui, Foto: NASA/ESA - domínio público
Eu cansei. Eu quase surtei. Eu preferi ficar quieta e me afastar para não estragar amizades. Foi isso que aconteceu comigo em Praga depois de cerca de 20 dias pela República Tcheca com mais de 20 amigos e conhecidos entre 15 e 50 anos de países diferentes.
Eu sou uma pessoa introvertida e ter contato constante com muita gente por muito tempo suga as minhas energias de um jeito absurdo. Esse é um dos motivos que não costumo viajar em grupo/com amigos e gosto MUITO de viajar sozinha.
Foto: Minanfotos/Pixabay - foto com licença de reprodução
Toda mulher que vai viajar sozinha vai acabar ouvindo uma ou mais perguntas ou afirmações que se repetem. Uma das mais clássicas é "como você tem coragem de viajar sozinha?" ou "queria ter essa coragem que você tem de viajar sozinha". Até bem recentemente eu não entendia de jeito nenhum como que as pessoas me falavam esse tipo de coisa porque para mim, viajar sozinha não tem nada a ver com coragem.
Eu sou medrosa em relação a várias coisas, mas acho que meus maiores medos atualmente são ser assaltada, sequestrada ou estuprada e já cansada de ouvir as notícias e conhecer as estatísticas brasileiras sobre esse assunto, sei que isso pode acontecer comigo em qualquer lugar do Brasil a qualquer hora. Eu tenho medo de andar na rua sozinha aqui na minha cidade mesmo (Campinas-SP) - seja andar a pé ou de carro. Logo, considero todos os residentes do Brasil que saem de casa para o trabalho, faculdade, médico ou qualquer outro compromisso do dia a dia muito mais corajosos do que eu viajando!
Eu cheguei à essa conclusão depois da ótima palestra da Gabriela Callejas, que contou muito da sua relação com todas as cidades por onde passou - ela sempre gosta muito das cidades por onde caminha pelas calçadas! Ela ainda lembrou da importância para a saúde da população, o meio ambiente e a "vitalidade" de bairros com essas caminhadas. Cidades caminháveis são mais vivas.
Eu nunca consigo colocar em palavras os meus sentimentos e fica ainda pior quando é algo avassalador. Eu não consigo explicar como e porque me apaixonei por Berlim e acho super difícil colocar esse sentimento em palavras. Acho que quanto mais intenso for o sentimento, mais difícil de escrever/descrever é. Também fica complicado porque isso não aconteceu em um momento único, por uma única causa. Berlim é uma cidade que foi me instigando e me conquistando aos pouquinhos desde as diversas aparições nas minhas aulas de alemão e um pouquinho nas aulas de História do colégio.
É bastante comum ouvir mulher casada ou comprometida dizendo por aí que "viajou sozinha" quando na verdade viajou acompanhada de um grupo de amigas. Cada tipo de viagem tem suas vantagens e desvantagens e cada pessoa pode ter a sua preferência. Muita gente também não tem um jeito preferido de viajar e cada vez viaja de um jeito diferente (ou essa escolha é feita de acordo com as circunstâncias do momento). Todas essas experiências são válidas.
Mas confundir viagem sem a companhia de um homem com viagem sozinha é um desserviço às mulheres que querem realmente viajar sozinhas e um reforço ao machismo estrutural. Por que a companhia da sua amiga não é o suficiente para ser considerada companhia?
Você é daqueles que adora ir sempre para o mesmo lugar nas férias (tipo o pessoal que vai frequentemente para a Disney) ou daqueles que se recusa a repetir destino, já que a vida é curta e a lista dos sonhos é gigante? Tem ainda os que gostam tanto de um lugar que vão para outras cidades, mas dão um jeito de sempre incluir uma paradinha básica na sua preferida (tenho conhecidos que vão muito para a Europa e toda vez fazem questão de incluir Paris no roteiro, mas não deixam de conhecer outros lugares).
Foto: HenningE - Pixabay
Me peguei pensando sobre o assunto nas últimas semanas e não cheguei a nenhuma conclusão. Não sou nenhum extremo nem outro (mas mais inclinada a não repetir destino). Mesmo quando repito país, não costumo repetir as cidades - Alemanha e Espanha estão aí de prova - 4 vezes em cada país). Minha bucket list me deixa doida porque já sei que não vou conhecer todos os lugares antes de morrer.
Para ler ouvindo:
Impossível - Biquini Cavadão
"Tudo bem quando termina bem
E os seus olhos, e os seus olhos não estão rasos d'água
Mas eu sei que no coração ficaram muitas palavras
Um vocabulário inteiro de ilusão
Tudo que viceja, também pode agonizar
E perder seu brilho em poucas semanas
E não podemos evitar que a vida trabalhe com o seu relógio invisível
Tirando o tempo de tudo que é perecível
É impossível, é impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer, o que senti
Tudo que morre fica vivo na lembrança
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça, antes que tudo se acabe
Eu preciso, eu preciso, dizer a verdade
É impossível, é impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer, o que senti
É impossível!
É impossível, é impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer, o que senti
Tudo que morre fica vivo na lembrança
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
Uns tempos atrás, a Patti do Tripping Unicorn fez uma pergunta em um grupo de blogueiras sobre o que vimos/aprendemos/conhecemos no exterior e gostaríamos de "importar" para o Brasil. Eu até cheguei a escrever uma colaboração para o blog dela e claro que tinha que ser sobre a Alemanha! rs Essa pergunta da Patti inspirou total o post de hoje.
Depois de 3 viagens relativamente curtas para a Alemanha (1 dia, 1 mês e 1 semana), anos e anos estudando alemão aqui no Brasil e uma temporada de quase 3 meses por Frankfurt e Berlim, continuo me surpreendendo com o povo alemão. É impressionante como a minha paixão pelo país só aumenta! Quem acompanha o blog já sabe que curto muito História (vejam aqui todos os posts relacionados a assuntos históricos no blog - são dezenas!) então sempre fico feliz em ver como os alemães preservam a sua, mesmo com tantos episódios sombrios. Eles fazem questão de não esconder nenhuma parte da História, por mais difícil que seja, e incentivam que todos a conheçam também.
Vou copiar abaixo o trechinho que escrevi para o Tripping Unicorn, explicar algumas coisas com mais detalhes e estender um pouco o assunto. ATUALIZAÇÃO DE 2025 NO FINAL DO POST
Promovendo a consciência histórica na Alemanha
"Em uma conversa de adolescentes sobre a Segunda Guerra Mundial, a minha primeira amiga alemã chorava sentindo-se culpada pelas mortes, porque seus avós e conterrâneos se deixaram levar pelas loucuras do Hitler e não fizeram nada. Mas obviamente que ela não tem culpa nenhuma, já que nasceu décadas depois.
Sim, já faz mais de 2 meses do incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, mas esse assunto está entalado na minha garganta desde então, então vou postar mesmo assim - o texto abaixo foi escrito à mão em um caderninho que sempre tenho na bolsa durante o feriado de setembro e está praticamente sem edições. O sentimento de impotência diante do acontecido foi um dos grandes motivos do blog andar paradão desde o início de setembro.
Foto: Felipe Milanez
Domingo, 02 de setembro de 2018- eu fiz um bate-volta para São Paulo para ver um show em homenagem ao Cazuza com vários parceiros de palco e de músicas de um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos. Quando acabou o show sensacional, assertivamente com a música "Brasil", fui tomando meu caminho de volta para casa e atualizando as redes sociais. Aí as mensagens sobre o incêndio no Museu Nacional começaram a chegar.
Agora no começo/meio de novembro, acabamos de comemorar mais um aniversário da queda do muro de Berlim. Andando pela cidade, é bem fácil perceber que a cidade ainda tem muitas marcas da época que foi dividida em 2 e vou falar delas no post de hoje para você prestar atenção em tudo que vê pela rua quando estiver visitando a capital alemã!
Berlim vista do espaço à noite: o muro caiu, mas décadas depois a cidade continua dividida - perceberam a cor diferente das luzes? Mais sobre isso abaixo. Foto: NASA/ESA - domínio público
Mapa do muro de Berlim e da cidade dividida - muita gente não sabe, mas na verdade o muro circulava toda a parte oeste de Berlim, deixando-a isolada na parte leste da cidade e do resto da Alemanha também.
A Museu Histórico Nacionalé um museu dedicado à História do Brasil e fica no Rio de Janeiro em um antigo forte/arsenal. Seu acervo tem cerca de 350 mil peças, contendo quadros, mobiliário, manuscritos, armaria, iconografia, esculturas e outros itens - ou seja, tem um pouquinho de tudo! Mas apesar de muito interessante, infelizmente quase nunca está nos roteiros dos turistas pelo Rio...
Eu acho que o Museu Histórico Nacional é pouquíssimo divulgado e eu não me lembro de ter ouvido falar nele antes de ler um post no blog Finestrino (de 2015 - o blog não está mais no ar) e olha que eu sou a louca dos museus e adoro visitar um quando viajo!
Este post faz parte de uma blogagem coletiva sobre museus brasileiros, como luto e protesto em razão do incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro em setembro/2018. Veja todos os blogs participantes ao final do post. Veja aqui todos os posts de blogagem coletiva no blog!
Este blog não apoia mais o TEDx Campinas depois de um episódio de censura na 2a edição do evento em 2019. O evento em si aconteceu normalmente, mas uma das palestras não teve o vídeo publicado porque criticaram o presidente racista e homofóbico. "Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor". (Desmond Tutu, vencedor do Nobel da Paz).
Quem aí conhece o TED (e TEDx) deve estar se perguntando o que este texto está fazendo em um blog sobre viagens e quem não conhece deve estar se perguntando "o que será esse tal de TEDx?". "TED é uma organização sem fins lucrativos com o propósito de promover ideias que merecem ser espalhadas. TED começou com uma conferência de 4 dias na Califórnia há mais de 30 anos e cresceu para apoiar ideias que mudam o mundo." (explicação pelo TEDx Campinas). As conferências oficiais são recheadas de palestras curtas de temas inspiradores e ao redor do mundo são realizados diversos eventos independentes menores, mas no formato do TED original, chamados de TEDx. Em março/2018, eu participei do TEDx Campinas e foi um dia diferente e muito produtivo! Para saber mais sobre o TED, vejam o site oficial. No site estão disponíveis literalmente milhares de palestras com legendas em português sobre todos os temas que vocês puderem imaginar - criatividade, cultura, economia, educação, tecnologia, artes, psicologia, liderança, ciência e muito mais!
"A imaginação te leva para onde você estiver disposto a ir." (TEDx Campinas)
Mais um post sobre mulheres viajando sozinhas! No primeiro da série, eu contei sobre como comecei a viajar sozinha e dei várias inspirações. O segundo post foi recheado de dicas práticas e mais inspirações de outras viajantes. Já no terceiro post, contei sobre a Solo Travel Week (uma semana de vídeos grátis sobre o assunto que já acabou, mas logo mais tem outra). Agora é a vez de falar sobre o que eu considero as maiores vantagens e desvantagens desse tipo de viagem e também sobre o medo de viajar sozinha que afeta muita gente.
Vantagens de viajar sozinha
Liberdade - Poder escolher datas e destinos, roteiros, acordar e dormir na hora que quiser, descansar também no meio do dia se quiser. Fazer somente o que te interessa: não ter que passar hoooras em um museu que não te interessa ou entrando em lojas que você não quer. Mudar de plano de última hora e não levar uma eternidade para decidir o que fazer ou onde comer.
Planejamento mais fácil - Não ter dificuldade para acertas as datas!! Não ter problemas com estilo de viagem diferente (um gosta de trilhas e o outro quer viajar para fazer compras por exemplo) e sem brigas em relação a dinheiro (cada um gasta o que quer e o que pode). A viagem já começa no planejamento!
Nos últimos meses (aliás, últimos anos), estão pipocando notícias por aí sobre Veneza tomada pelos turistas, sobre o turismo de massa destruindo a cidade, sobre os venezianos deixando suas moradias e se mudando de lá para dar lugar a mais uma loja de produtos chineses, mais um restaurante de comida nada típica ou mais um hotel e muitas variáveis do tipo.
“Julho e agosto é como estar na guerra”, desabafou Paola Mar, a diretora de turismo, ao jornal Independent. Não é força de expressão. " (Carta Capital, reportagem acima)
Também não é para menos - a Sereníssima deve estar na wishlist de viagem de 10 entre 10 pessoas do mundo! Eu estive lá em maio/2016 e confesso que o excesso de gente antes mesmo da alta temporada começar me incomodou MUITO. Sabe aquela cidade que é linda, mas você não consegue curtir tanto quanto poderia? Pois é, em Veneza foi assim e o excesso de pessoas (e outras consequências que isso traz, por exemplo restaurantes péssimos, ruas apinhadas de gente e sem espaço para você tirar fotos dos prédios e canais, preços altos etc) não me deixou aproveitar a cidade como ela merece. Os únicos momentos com um pouco de alívio foram as noites da Piazza San Marco curtindo música clássica após o jantar e um passeio pelas ilhas de Burano e Torcello (Murano já está quase impossível também).
Depois do último post aqui no blog que contei como comecei a viajar sozinha e gosto tanto disso que se dependesse de mim, viajaria sozinha muito mais frequentemente do que acompanhada, agora é a vez de dar algumas dicas práticas, indicar mais mulheres que viajam solas e também dar algumas inspirações para quem quer se aventurar pela primeira vez nesse tipo de viagem!
Dicas práticas para viajar sozinha
Eu sou daquelas que acredita que planejamento é tudo em qualquer viagem (e por isso que amo tanto os blogs de viagem!), então viagem solo não ia ser diferente - procure os passeios que mais combinam com você, mas também dê uma chance para experimentar o novo. Pesquise as vizinhanças mais seguras do seu destino, quanto dinheiro levar, como se locomover pela cidade etc. Só depois de fazer todas essas pesquisas, decida onde vai se hospedar. Uma dica legal para quem quer começar a viajar sozinha, mas ainda não quer ficar totalmente sozinha, é começar com intercâmbios! Já contei aqui no blog sobre meus 5 intercâmbios - em países diferentes, desde a adolescência até o último, quando eu já tinha passado dos 30 anos e não consigo nem contar quantos amigos conheci nessas ocasiões.