terça-feira, 3 de outubro de 2017

Comprando e usando chip de celular na Alemanha e na Itália

contei aqui no blog sobre minha experiência excelente com chip da Easysim4u na Espanha no fim de 2016, mas estava faltando os relatos sobre os chips que comprei nas viagens da Alemanha (por quase 3 meses em 2014) e Itália (cerca de 3 semanas em maio/2016). Nos 2 casos, praticamente não ia trocar de país então depois de várias pesquisas online, decidi comprar chips locais (conhecidos no exterior como simcards). Conto todas as vantagens e desvantagens a seguir, com direito a um dos meus maiores perrengues de viagem!


Chip de celular na Itália
Esse foi o chip que comprei e usei na Itália e conto mais abaixo, mas o que comprei na Alemanha, eu já perdi!

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Comprando chip de celular local na Alemanha


Em 2014, o blog que melhor explicava sobre os diferentes chips de celular na Alemanha era o Sundaycooks. Depois o Viagens que Sonhamos publicou sobre o assunto também. Com as dicas do Sundaycooks, decidi que para o meu caso, o melhor seria comprar o chip da O2, somente com plano de dados. Tinha uma loja no aeroporto e eu poderia sair de lá já com o chip (era importante no meu caso porque estava viajando sozinha para estudar e não queria ficar incomunicável com o pessoal de casa). Aproveitei a espera pelo meu ônibus de Frankfurt Main para Luxemburgo para comprar o chip e apesar de ter certeza absoluta que entrei em uma loja com o letreiro da O2 e vários cartazes lá dentro da O2, eu não percebi que me venderam um chip diferente do que tinha pesquisado. Paguei 40 euros pelo chip + 5GB no plano de dados, que o atendente disse que duraria um mês. O chip era da Eplus/BASE e a operadora era a Orange (não sei se em 2017 ainda existe exatamente o mesmo chip nas mesmas condições e preços).

Chip de celular na Alemanha - Catedral de Colônia
Colônia entrou no meu roteiro porque queria ver de perto a tão famosa catedral!



Eu já desconfiava e o vendedor confirmou que o chip não funcionaria em Luxemburgo, o outro único país pelo qual eu passaria naquela viagem, por 3 dias antes das aulas começarem. Já saí daqui conformada que por lá eu teria que caçar wifis, mas no fim das contas, o escritório de turismo de Luxemburgo me deu cartão para utilizar hotspots de wifi pela capital toda e funcionou super bem!

Chip de celular na Alemanha - Alexanderplatz, Berlim
Em dezembro/2014, o instagram do blog estava cheeeio de fotos dos mercados de Natal em Berlim!

Na Alemanha mesmo eu usava bastante o wifi da escola e dos hotéis onde me hospedei, mas adorava poder usar Whatsapp, Facebook e GoogleMaps na rua, além de consultar dicionário online para entender menus em restaurantes ou alguma placa em museu (como explorei áreas e cidade não turísticas também, nem tudo tinha tradução para inglês) e principalmente para usar os apps de transporte e me deslocar pelas cidades facilmente. No fim das contas o "um mês" do vendedor era aproximado e durava até mais do que isso. Só tive que recarregar o chip uma vez durante a viagem (gastei mais 20 euros), já em Berlim (fiquei um mês em Frankfurt e o resto do tempo em Berlim).

O maior perrengue que passei na Alemanha


Mas claro que não seria tudo as mil maravilhas! Na hora de ativar o chip, o funcionário da loja fez tudo para mim porque o alemão necessário era mais do que eu sabia, mas de repente em uma 6a feira em Frankfurt, recebi um SMS em alemão e o chip parou de funcionar no meio da tarde! Não entendia o que estava escrito e fui até o centro da cidade procurar uma loja da O2. Já na 2a loja, falando alemão e inglês tudo misturado, eles me disseram que o chip não era deles e eu teria que procurar uma loja da BASE. Tive que visitar umas 3 até achar um atendente que entendesse o que estava acontecendo. A Orange estava pedindo uma cópia do meu passaporte que deveria ser enviada por fax!

Aí começou minha saga para achar algum lugar em Frankfurt que enviasse fax e óbvio que fiquei umas 2 horas nisso. Depois de rodar vários lugares indicados, nenhum enviava fax (claro, quem usa faz hoje em dia???)! Voltei na loja com a atendente mais simpática e implorei para que ela enviasse o fax para mim! Estava obviamente morrendo de raiva e já me conformando de ter jogado 40 euros fora, mas ela deve ter enviado com dó da minha cara rs! Aí segundo o SMS, eu deveria esperar 48h para o serviço ser reativado! Para piorar, tudo fecha cedo aos sábados na Alemanha e nada funciona de domingo, então claro que o chip só voltou a funcionar na 2a a tarde 72h depois do problema começar! Ainda dei "sorte" de estar com o passaporte em mãos por conta do outro grande problema do dia, mas pelo assim eu poupei uma ida ao hotel.

Chip de celular na Alemanha - Heidelberg
Com esse castelo, óbvio que Heidelberg era um dos lugares que mais queria conhecer!



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Sexta feira do inferno na Alemanha


Para completar a 6a feira do inferno, eu já tinha comprado passagens de trem para conhecer Heidelberg no fim de semana, mas os funcionários da Deutsche Bahn resolveram entrar em greve bem naqueles dias e ainda bem que alguém da escola viu a notícia e nos avisou durante a aula! Fui até o hotel/hostel onde me hospedei em Frankfurt, peguei a passagem, voltei para a Hauptbahnhof (estação principal de trens) para devolvê-la e receber meu dinheiro de volta enfrentando uma fila interminável. Queria conhecer Heidelberg de qualquer jeito (e eu já estava com o melhor hostel da Alemanha reservado lá e o prazo de cancelamento grátis já tinha passado!) e já tinha planos para os outros dias livres antes de ir para Berlim (passeio de barco pelo rio Reno e Colônia) então comecei a procurar alternativas para ir para Heidelberg sem trem.

Sem internet para comprar a passagem de ônibus online (e não queria voltar mais uma vez para o hotel), achei um agência de viagem que me cobrou uns 2 ou 3 euros para comprar a passagem e imprimir, gastando mais tempo aí! O ônibus saiu mais barato do que o trem, mas os horários eram piores - tive que ficar menos horas na maravilhosa Heidelberg. Na hora de comprar a passagem de ônibus, o site pede para informar um telefone de contato e é (era em 2014 pelo menos) comum a empresa se comunicar por SMS com os passageiros. Na volta para Frankfurt, o ônibus atrasou bastante por causa de toda a confusão no transporte da Alemanha causada pela greve e claro que como eu não tinha um chip que funcionasse, não recebi o aviso por SMS! Passei nervoso à toa esperando aquele ônibus.


E claro que não parou por aí. Para conseguir fazer todas essas idas e vindas entre escola/hotel/estação de trem/centro/lojas de telefonia/possíveis locais onde enviassem fax/agência de viagem tive que aprender na marra a pegar os trams (espécia de bonde) sem consultar app nenhum porque todos os outros meios de transporte estavam parados já por causa da greve e obviamente eu estava fisicamente acabada e não queria andar tudo aquilo! Saí da aula perto de 12h30 e fiquei a tarde inteirinha nessa confusão toda! Jantei cedo e não fiz nada que realmente queria fazer naquele dia desperdiçado.

Chip de celular na Alemanha - Dresden
Dresden foi outro passeio maravilhoso que fiz por lá!

Lei de Murphy continua em ação


Em uma outra 6a feira já em Berlim, o chip parou de funcionar de novo, mas dessa vez entendi o SMS dizendo que eu precisava recarregá-lo. Obviamente isso era 6a início de noite e eu já tinha passeios programados para sábado, no domingo a loja fecharia e só tive tempo de procurar uma loja da Eplus/Base na outra 2a, então o chip me deixou na mão por outro fim de semana que eu estaria visitado cidades estranhas e dependendo mais de trens, GoogleMaps e apps de transporte (no caso visitei Quedlinburg e Postdam). Todo esse stress do meu pior perrengue em 3 meses de Alemanha definitivamente me deu uma certeza: chip da Eplus/BASE nunca mais!!!  Pesquisando para fazer este post, descobri que houve uma fusão entre a O2 e a Eplus e isso começou lá em 2014 - deve ser por isso a confusão de entrar na loja de uma delas e sair com chip da outra. Consequentemente, não sei se o serviço da O2 não acabou nivelado para baixo e aí hoje em dia eu não teria coragem de usar depois dessa fusão.

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Comprando chip de celular local na Itália


Quando fui para a Itália em 2016, não tive nenhum perrengue tão grande com chips, mas foram 2 probleminhas pequenos. Pesquisando os blogs com mais informação sobre o assunto (Roma Pra Você e Milão nas Mãos), decidi que compraria um chip da Vodafone, que tem a melhor cobertura na Itália. Queríamos ter o chip para usar quando estivéssemos na rua para GoogleMaps e apps de transporte, já que faríamos muitos passeios de um dia de trem! Algumas cidades italianas como Milão oferecem uma rede wifi grátis nas ruas da cidade, mas é complicado conseguir a conexão como está explicado neste post do Milão nas Mãos.

Chegaria por Milão então já pesquisei onde teria lojas da Vodafone e achei uma pertinho do hotel. Logo depois do check-in fomos comprar o chip correndo porque já estava quase na hora das lojas fecharem e claro que não levamos o passaporte! Tive que voltar correndo para pegar o documento. A vendedora ativou o chip para mim e foi tudo certo. Paguei 30 euros pelo chip + 2 GB de internet (eu acho) + 100 SMS + alguns minutos de ligação (esqueci quantos) válidos por 30 dias. Só estava interessada na internet, mas como ficaria uns 23 dias, esse era o plano que valia mais a pena. O inconveniente aqui foi perder tempo no primeiro dia na Itália para ir atrás disso! E como vocês sabem, tempo é o bem mais precioso em viagem!!!

Chip de celular na Itália - Castelo Estense em Ferrara
O castelo em Ferrara foi uma das primeiras certezas do roteiro!


Chip de celular na Itália - San Marino
O chip da Vodafone não funcionava em San Marino infelizmente!!! O país inteiro está cercado por território italiano, mas como é outro país, o chip local da Itália não funcionava! Nunca imaginei que isso aconteceria porque a língua, a moeda, transporte, etc está tudo interligado! Ainda bem que era somente um dia no país fofíssimo e logo que peguei o trem em Rimini para voltar a Bolonha, já estava conectada novamente e recebendo as mensagens atrasadas.

Chip de celular na Itália - casa da Julieta em Verona
Já que o roteiro foi focado no norte da Itália, tinha que ter Verona, né?

A cobertura da Vodafone realmente era ótima na Itália e funcionava bem até mesmo dentro dos trens em movimento e estações de metrô embaixo da terra. Não precisei usar os minutos de ligação, mas acabei até usando SMS uma vez que o grupo se separou e precisei avisar a outra parte onde eu estava. O lado negativo desse chip acabou sendo o fato de não funcionar em San Marino e também perder tempo na viagem indo atrás disso. Se você chega na sua primeira viagem em horários não comerciais, demoraria para conseguir comprar um chip também. Os 2 GB de internet foram suficientes, mas controlei o tempo todo para não exagerar no uso e sempre acabava usando mais internet a noite no wifi do hotel. Dependendo da situação, compraria chip da Vodafone novamente.


Comprando e usando chip de celular no exterior
Esse é o chip testado e aprovado na minha viagem para a Espanha!

Comprando chip de celular no Brasil para usar no exterior


Depois dos perrengues na Alemanha, algumas inconveniências na Itália e não ter conseguido comprar chip no Peru porque o voo chegou muito antes das lojas do aeroporto abrirem, não tem como eu não preferir o chip da Easysim4u, sobre o qual já escrevi aqui no blog depois que voltei da Espanha. A rede utilizada pela Easysim4u é a da T-Mobile, uma das maiores operadoras de telefonia do mundo. Ainda não utilizei esse chip dos EUA e Canadá, onde o pessoal diz que ele é ainda melhor, já que para lá existem planos para ligações e SMS também (para o resto do mundo, o plano é somente de dados para a internet). As vantagens em relação aos chips locais são inúmeras:

  • Você já sai com o seu chip do Brasil (recebido pelo correio) e não precisa gastar tempo com isso no exterior;
  • Você tem internet desde o começo da viagem, mesmo que chegue tarde da noite, de madrugada ou em um domingo quando todas as lojas estão fechadas;
  • Não tem problemas com outros idiomas para configurar o chip;
  • A internet é ilimitada - na maioria dos chips locais europeus existe limite de dados - quanto mais barato, menos internet você vai ter em geral;
  • Não tem surpresas desagradáveis com o chip parando de funcionar no meio da viagem (por falta de crédito ou outro problema - e a Lei de Murphy já diz: o crédito vai acabar no pior horário possível);
  • É valido para 140 países do mundo (incluindo a Europa inteira - as regras sobre roaming mudaram, mas ele não está 100% liberado na Europa inteira - existem exceções!!!);
  • Não precisa ficar trocando de chip a cada troca de país (nem em conexões alternativas cada vez mais comuns nos dias de hoje);
  • Caso aconteça algum problema, o atendimento é feito em português por whatsapp (você pode aí apelar para o wifi do hotel).

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